quarta-feira , 17 Janeiro 2018 - 23:04
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Piratas Digitais: vírus que sequestrou informações de servidores de todo o mundo deve retornar ainda mais forte

O vírus que sequestrou informações de servidores de todo o mundo deixou claro: é muito provável que outros ataques aconteçam, e será difícil controlá-los. 

É tudo muito novo, e, ao mesmo tempo, muito antigo. Séculos atrás, o maior abarrotados de riquezas dos navios abarrotados de riquezas comerciais que se aventuravam pelos oceanos era se verem pegos por uma estirpe particular de gatuno: os piratas. Passadas algumas centenas de anos, hoje uma nova espécie de pirataria vem tomando o mundo de assalto. Não por acaso, o tipo de criminoso que promoveu, no último dia 12, um colossal ataque on-line é também chamado de “pirata”.

Em pleno século XXI, esses delinquentes da internet, os hackers, seguem táticas similares ás dos velhos ladrões marítimos escondem-se por trás de identidade falsas; em vez de arapucas para embarcações incautas, criam ciladas digitais para sequestrar dados de computadores – e exigem, é claro, pagamento de resgate. De que maneira uma operação criminosa de tais proporções foi possível? O vírus virtual que alarmou todo o planeta, chamado WannaCry (QueroChorar), agiu em uma brecha acidental no Windows, o sistema operacional da Microsoft.

Os hackers descobriram falhas em 2016, ao roubar informações do governo americano. Para pegarem seus alvos, eles enviam e-mails com arquivos corrompidos. Quando o usuário clica neles, o computador é “sequestrado”. Para devolverem os dados, os piratas on-line cobram o equivalente a 1 000 reais por aparelho. “O problema é que, após infectar um PC, o WannaCry se dissemina. Se um funcionário cai nessa, toda a companhia para a qual trabalha é afetada”, explica o cientista da computação Fábio Assolini, da Kaspersky empresa russa de segurança digital. A estratégia é para conter esses bucaneiros virtuais é semelhante á que se usava contra os velhos piratas.

A primeira medida é assegurar que eles não consigam tomar mais computadores – do mesmo modo que se manobrava para proteger rotas marítimas. Depois, caçam-se os bandidos. Só que é difícil identificá-los (suspeita-se que os do WannaCry estejam na Coreia do Norte).

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